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Não consigo esquecer de que no programa “Amor e Sexo” várias mulheres trans, travestis, gays, mulheres cisgeneras, homem cis hetero e drags estavam sentados á mesa e quando se falou de homens trans três se levantaram da plateia pra tentar reivindicar algum espaço.

 

Passei todo esse tempo, desde o programa, pensando sobre essa invisibilidade e o quanto ela nos afeta de forma geral. A masculinidade é algo que causa repudio dentro da militância. Claro que por conta do machismo e de como a masculinidade é estruturada na sociedade. Porém, a nós homens trans, a masculinidade foi negada quase que uma vida inteira. A consequência desse repudio é homens trans sendo machistas, obviamente que fora da militância. Mas fico pensando o por que desse apagamento de quando se explora essa masculinidade “normativa”.

 

O que devemos repudiar não é a masculinidade em si, mas sim o machismo que pode ou não vir atrelada a ela. Nos, homens trans, não temos história ainda. Existem poucos livros sobre nós e sobre masculinidade no geral. Se essa história não existe então ela está sendo escrita agora, por nós. Como nos queremos que essa história seja contada?

 

Fonte da imagem: http://ftmboylukas.tumblr.com/post/145078094789/hehim

Eduardo Matheus
Eduardo Matheus
Eduardo Matheus, 26 anos, paulista ,trans ativista e comunista.

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